Reciclagem de papel: como é feita?

Um dos meios mais conhecidos de reutilização de material é a reciclagem de papel. Muitas crianças, aliás, aprendem a fazê-la em casa, criando uma folha firme e um pouco enrugada. No entanto, equipamentos e recursos profissionais transformaram o papel reciclado em um item comum no dia a dia e adequado para diversos usos.

Mas como é feita a reciclagem de papel? O que é necessário para fazê-la em um processo industrial? Você descobre tudo neste post:

Como é feita a reciclagem de papel no Brasil?

O papel passa por diversas fases durante a reciclagem. Neste post, vamos dividir por tópicos para facilitar o entendimento:

Separação

Depois da coleta e da seleção daquilo que pode ser reciclado, o papel passa por um controle de qualidade. É preciso ver a qualidade da origem e presença de matérias toleradas no material.

Isso porque grande parte da população não sabe fazer corretamente a coleta seletiva. Editoras, bancas de jornais e demais empresas que trabalham com papel conseguem fazer essa seleção de maneira mais correta. No entanto, o que sai de residências e condomínios costuma ter mais problemas.

Triagem e maceração

Agora é hora da limpeza do material. Tudo o que não for papel reciclável será retirado. Então, há 3 tipos de materiais que vão sair desse meio:

  • resíduos perigosos para o equipamento ou processo de reciclagem, como metais e vidros;
  • materiais que normalmente são usados com o papel, como grampos, clipes e elásticos;
  • papéis impróprios para a reciclagem, como os sulfurizados, encerados ou parafinados.

Agora é hora da maceração. Como a reciclagem do papel ocorre com o reaproveitamento das fibras de celulose nos papéis usados, o material é misturado com água para que elas sejam enfraquecidas e, consequentemente, separadas.

Lavagem e dispersão

A lavagem é o processo para retirar alguns dos resíduos contaminantes que ainda sobraram. A depuração é feita em crivos e a lavagem por meio de telas de plástico, em que a dimensão da rede vai diminuindo nas fases seguintes. O papel é peneirado, como no processo caseiro.

Já na dispersão, o objetivo é de diminuir o tamanho dos contaminantes que teimam em continuar. Eles, então, são dissolvidos por meio de altas temperaturas — que podem ir de 50ºC a 125ºC. Depois, esses resíduos são dispersos.

Destintagem e branqueamento

Para que o papel reciclado possa ser utilizado comercialmente, precisa perder a tinta e ficar homogêneo. Portanto, segue para o processo de destintagem, em que são utilizados alguns produtos químicos, para a retirada da tinta.

Mas a retirada da tinta não é suficiente: é necessário fazer o branqueamento dos resíduos. Para isso, a pasta de celulose segue para o processo de refino, em que aditivos e alvejantes são usados para clareá-la.

Então, segue para o refino, em que substâncias como sulfato de alumínio e amido de mandioca podem ser acrescentados.

A partir daí, a reciclagem do papel é semelhante à confecção com a pasta de celulose virgem, mas varia conforme o tipo de produto que se deseja fabricar:

  • o vácuo retira a umidade excedente na mesa formadora;
  • a prensa acerta gramatura do papel, que depois passa pelos rolos secadores;
  • o papel chega à enroladeira, onde será formado o rolo;
  • o rolo é transportado por ponte rolante até a rebobinadeira;
  • o papel é rebobinado conforme formato da bobina;
  • a bobina de papel acabada vai para o controle de qualidade.

A reciclagem de papel é sempre possível?

Não. Alguns tipos não podem ser reaproveitados, como fitas adesivas, papéis fotográficos, papel carbono, copos, etiquetas adesivas e os já citados papéis sulfurizados, encerados ou parafinados.

Viu como é feito o reaproveitamento do papel que você utiliza no seu dia a dia? Mas e os outros tipos de resíduos? Então, descubra agora como acontece a reciclagem no Brasil!



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