RSS Resíduos: o que são e como lidar com eles

Por ser um país de proporções continentais, não é de se espantar que a produção de lixo no Brasil seja imensa. Por exemplo: o descarte de resíduos no Brasil é maior que sua capacidade para lidar com eles. Grande parte deles, os RSS Resíduos, são produzidos dentro de instituições de saúde, mas descartados incorretamente e contaminam parte do material que poderia ser reciclado.

Neste post, vamos descobrir o que são RSS, como são classificados e a importância de saber lidar com esse tipo de resíduo:

O que significa RSS Resíduos?

São os resíduos de instituições médicas e veterinárias, ou seja, o lixo hospitalar — a sigla RSS significa resíduos de serviços de saúde. Os estabelecimentos de saúde têm a obrigação de lidar corretamente com esse tipo de descarte, já que ele tem altíssimo grau de periculosidade. 

A atualização desse tipo de resíduo é constante, ou seja, quando novos tipos de lixo hospitalar são descobertos e descartados, a lista é atualizada. 

Segundo a resolução da diretoria colegiada (RDC) 306, de 7 de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a Resolução Nº 358 do Conama, são considerados RSS todos os resíduos gerados em:

  • serviços relacionados ao atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo;
  • importadores, distribuidores, produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro;
  • funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento;
  • serviços de medicina legal, de acupuntura e de tatuagem;
  • estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde;
  • drogarias e farmácias inclusive as de manipulação;
  • laboratórios analíticos de produtos para a saúde;
  • unidades móveis de atendimento à saúde;
  • distribuidores de produtos farmacêuticos;
  • centro de controle de zoonoses;
  • outros similares;
  • necrotérios.

Como os RSS são classificados?

As duas resoluções também classificam os RSS em 5 grupos:

  • A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Esse grupo é dividido em mais 5 subgrupos, de acordo com seus diferentes tipos;
  • B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, mas depende de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade;
  • C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista;
  • D: resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares;
  • E:  materiais perfurocortantes ou escarificantes, como lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas. Além disso, todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. 

Qual a importância de saber lidar com esse tipo de resíduo?

Os RSS têm alto grau de periculosidade, já que podem transmitir doenças, parasitas e infecções com mais facilidade que quaisquer outros resíduos. Portanto, lembre-se de que, entre eles, estão também cultura de micro-organismos, bolsas de sangue e amostras de líquidos corpóreos.

Por isso, as resoluções citadas falam sobre a importância do gerenciamento dos RSS em um conjunto de procedimentos de gestão. Então, todo gerador de resíduos de saúde deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), baseado nas características dos resíduos gerados e na classificação dada pelas resoluções. Então, a fase de manejo inclui:

  1. segregação: separação do lixo no momento e local de sua geração;
  2. acondicionamento: ato de embalar os resíduos em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de ruptura;
  3. identificação: reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes;
  4. transporte interno: translado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado;
  5. armazenamento temporário: guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados;
  6. tratamento: descontaminação dos resíduos;
  7. armazenamento externo:  guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de coleta externa;
  8. coleta e transporte externos: remoção dos RSS do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou disposição final;
  9. disposição final: disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº.237/97.

Entendeu o que são RSS resíduos? Então, descubra agora como é feito o descarte de lixo hospitalar.

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